FINALIDADE

A pesquisa e a recolha de informação destinada à produção de notícias e de outros formatos informativos é tarefa fundamental dos jornalistas. Para a cumprirem, os profissionais da Imprensa, Rádio, Televisão e media digitais recorrem às fontes de informação, sem as quais o seu trabalho não seria possível. Entre estas estão os representantes e porta-vozes das organizações representativas dos mais diversos setores nacionais.
Por sua vez, responsáveis destas instituições encontram-se, com frequência, em situação de pretender fazer chegar aos jornalistas informações de real interesse para o público, embora sem dominarem a técnica necessária, ou até desconhecendo os circuitos de informação mais adequados. Daí resultam, por vezes, defeitos de comunicação que ninguém pretende. Nem os jornalistas, nem as instituições, nem o público.
O conhecimento das técnicas e processos de produção noticiosa, dos canais de circulação da informação, bem como da ética e deontologia do jornalismo, ou da especificidade dos diferentes meios (Imprensa, Rádio, Televisão e Internet), por parte de quem tem, no quadro da sua missão institucional, a tarefa de informar os jornalistas – e, por intermédio destes, o público em geral –, constitui uma mais-valia que a todos aproveita.
Tal mais-valia traduz-se num correto relacionamento entre o jornalista e a fonte, que, fundado no rigor e no estrito respeito pelo papel de cada um, atenuará o ruído inerente à comunicação menos informada, contribuindo decisivamente para a correção das notícias vindas a público.
É neste quadro que o Cenjor propõe esta ação de formação sobre Comunicação e Interação com os Média.

DESTINATÁRIOS

Representantes de entidades públicas ou privadas, com funções na área da comunicação institucional e Relações Públicas.

PROGRAMA

35 H

O Conhecimento Estratégico da Comunicação Social.
Comunicação de Crises.
Ateliê de Rádio.
Ateliê de Televisão.
Comunicação em Suportes Digitais.

OBJETIVOS GERAIS

Facilitar as relações dos formandos com os jornalistas dos diferentes meios, assegurando o rigor da comunicação, quer quando são os jornalistas a pedir esclarecimentos sobre qualquer questão de atualidade, quer quando é a instituição a tomar a iniciativa de divulgar elementos informativos, entendidos como de interesse público.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

– Consolidar atitudes e comportamentos adequados ao relacionamento com os jornalistas de uma forma rigorosa, através do conhecimento dos valores e funcionamento da Comunicação Social;
– Analisar as relações com os órgãos de informação e perceber as suas repercussões na projeção da imagem das instituições;
– Caracterizar e explorar o potencial mediático das instituições, assimilando o valor da criação de relações eficazes e duradouras para o planeamento de uma estratégia sustentada de informação;
– Gerir uma situação de Comunicação de Crise;
– Redigir e emitir um comunicado e assegurar um bom desempenho numa conferência de imprensa, em situação de crise;
– Falar para a televisão, utilizando uma linguagem e uma postura adequadas, quando inquirido por um jornalista desse meio de comunicação;
– Falar para a rádio, utilizando uma linguagem adequada, quando inquirido por um jornalista desse meio de comunicação;
– Compreender a produção jornalística para a Web e as especificidades deste meio, face aos meios tradicionais da Comunicação Social, e dominar as regras essenciais da escrita jornalística para suportes digitais.

TAXA DE FREQUÊNCIA

A definir

METODOLOGIA

A ação de formação privilegia a componente prática, cruzada com uma indispensável introdução teórica. Nos ateliês, componente prática por excelência, haverá também bases teóricas introdutórias, de enquadramento a cada exercício. Os formandos efectuarão exercícios em sala, alguns deles simulando a realidade, designadamente no que se refere à produção de comunicados e ao contacto, na situação de “fonte”, com a Rádio e a Televisão.
As simulações incidem na entrevista individual com cada um dos formandos, em estúdio de Televisão e de Rádio, para simulação de emissão. Cada formando preparará entrevistas relacionadas com o seu campo de atividade, para serem simuladas.
A metodologia contempla ainda a simulação de conferência de imprensa, em que os formandos desempenharão papéis específicos.

AVALIAÇÃO E QUALIFICAÇÃO

A qualificação, atestada por um diploma no final do curso, depende da assiduidade da frequência – a ação formativa implica, pela sua própria natureza, a presença dos formandos – e do nível de desempenho dos formandos ao longo do curso, num processo de avaliação contínua.

Para mais informações, contactar Helena Rodrigues da Silva – tlf.: 218855003 • e-mail: hsilva@cenjor.pt

DURAÇÃO

35h

TAXA DE FREQUÊNCIA

a definir